Conheça o BDHI 2026

Brazilian Digital Health Index (BDHI) é um projeto acadêmico de pesquisa científica para avaliação da maturidade da saúde digital em cenários nacionais e regionais conduzido na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Participe enviando sua avaliação!

Desde 2019 temos conduzido um estudo acadêmico, sem fins econômicos, na Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), para a avaliar a maturidade da saúde digital em cenários nacionais e regionais. Em função da sua complexidade e amplo escopo temático buscamos a colaboração voluntária de especialistas na área.

Para apoiar esta avaliação foi elaborado o modelo Brazilian Digital Health Index (BDHI) a partir da revisão de 23 modelos de maturidade relacionados, em destaque o Global Digital Health Index (GDHI)6, adaptado para o contexto brasileiro e validado por especialistas da comunidade de saúde digital e informática em saúde. BDHI apresenta 51 questões associadas a 23 indicadores distribuídos em 8 eixos temáticos, e admite admite 5 níveis de maturidade. A proposta do modelo BDHI oferece um modelo de maturidade para acompanhar periodicamente a situação da saúde digital em cenários nacionais ou regionais.

Assim, temos interesse em conhecer a visão de gestores, especialistas, pesquisadores, professores, estudantes, consultores, empresários e outros profissionais que atuam na área de saúde digital e áreas correlatas (informática em saúde, telemedicina, telessaúde, políticas e padrões de informação na área da sáude etc.). Se você se enquadra nesse perfil, tem experiência na área de saúde digital e disponibilidade em colaborar conosco, por favor siga as instruções para responder ao questionário.

Você pode acessar antecipagamente as questões em formato PDF e, assim, pode elaborar sua resposta e descrever sua visão para posteriormente submeter sua resposta aqui nesta plataforma. E não precisará responder de uma vez, pode editar suas respostas em diferentes momentos.

Sua visão e contribuição são valiosas para este projeto e pela qual agradecemos muito! E sua identificação só será divulgada se você autorizar.

Figura 1. Representação esquemática resumida dos objetivos e etapas da pesquisa.

Modelos de maturidade avaliados para construção do BDHI

Especialistas qualificados participaram da avaliação do modelo BDHI

Eixos que compõe o modelo BDHI

Indicadores que compõe o modelo BDHI

Figura 2. Representação esquemática da etapa de inquérito com especialistas.

Figura 3. Quadro com resultados de 2022 da avaliação da maturidade da saúde digital brasileira usando modelo BDHI.

Tabela 1. Resumo dos resultados edição 2022 da maturidade da saúde digital do Brasil usando o modelo BDHI. Na escala: não existe, incipiente, implantado, maduro, estável.

Método

Este estudo recebeu aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa HSP/UNIFESP número 1463/2018 Plataforma Brasil CAAE 04365318.3.0000.5505 e não contou com financiamento público ou privado. Baseia-se em uma pesquisa exploratória5 com abordagem qualitativa, tendo como técnicas revisão integrativa, análise documental, inquérito (survey) e análise por grupo focal. A discussão do método, técnicas e etapas foi realizada presencialmente com os pesquisadores com a colaboração dos demais membros do grupo de pesquisa Saúde 3600 até o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março de 2020, quando se passou a usar interação remota por meio de salas virtuais para a condução da pesquisa. A interação com os voluntários convidados - especialistas em saúde digital - ocorreu remotamente desde o princípio da pesquisa por meios digitais como e-mail, Skype e WhatsApp. Nenhum participante recebeu pagamento financeiro pela sua participação.

Após os resultados da revisão integrativa4, pela qual foram avaliados 23 modelos de maturidade relacionados à saúde digital, adotou-se como principal modelo de base o projeto GDHI, da organização Health Enabled6, que utiliza o National eHealth Strategy Toolkit7 da OMS e da União Internacional de Telecomunicações (ITU). A partir da obtenção de autorização da coordenação do projeto GDHI, em contato com a Dra. Patty Mechael, optou-se por traduzir e adaptar seu modelo para o cenário brasileiro da saúde digital, contextualizando as questões sobre legislação e registro único do cidadão, por exemplo. Ainda, em decorrência da avaliação dos demais modelos de maturidade foram aplicadas adaptações e incluído um oitavo eixo de indicadores, incluindo aspectos de cidadania, sustentabilidade e economia do conhecimento.

Foi então criado o modelo Brazilian Digital Health Index (BDHI), que conta com um instrumento de coleta de opinião e reflexão de especialistas, elaborado no formato de um questionário, que inclui 51 questões associadas a 23 indicadores distribuídos em 8 eixos, sendo: liderança e governança; estratégia e investimento; legislação, política e normas/regulamentos; recursos humanos; padrões e interoperabilidade; infraestrutura; serviços e aplicações; cidadania, sustentabilidade e economia do conhecimento. Cada indicador admite 5 níveis de maturidade (A: não existe, B: incipiente, C: implantado, D: maduro, E: estável) e um campo de explicação para a resposta. Cada eixo apresenta duas questões complementares: esfera do contexto (municipal/regional, estadual, nacional, transnacional) e grau de confiança do respondente (0%, 25%, 50%, 75%, 100%).

O questionário passou por pré-teste e teste de sensibilidade contando com a participação de cinco especialistas convidados (dois de organizações acadêmicas, dois de organizações civis, um com atuação no governo) com experiência reconhecida na área. O questionário está disponível publicamente em sua versão eletrônica interativa e pode ser respondida via RedCap8. Participaram desta etapa onze especialistas brasileiros em saúde digital com atuação em renomadas universidades, órgãos governamentais ou autarquias, empresas e consultorias. A participação desses especialistas ocorreu sem remuneração e com concordância a um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Uma consolidação em cada eixo foi realizada a partir dos indicadores de seu conjunto por meio de grupo focal com o grupo de pesquisadores. Foi elaborada uma interpretação qualitativa que envolve uma comparação das respostas em associação à descrição narrativa por cada pergunta de cada eixo.

Resultados obtidos em 2022

O resultado obtido pelo BDHI considera uma análise qualitativa das respostas dos especialistas - incluindo nível de confiança informado - e das considerações resultantes dos grupos focais. A escolha metodológica mostrou-se oportuna para o objetivo do estudo. No entanto, o resultado limita-se às experiências e disponibilidades dos especialistas e dos autores, podendo gerar um viés temático ou regional. Novas aplicações periódicas e com diferentes especialistas podem levar ao aumento da precisão dos resultados.

Apesar do Brasil se organizar em um sistema de saúde tripartite, com serviços digitais heterogêneos, é possível notar uma situação de implantação e relativa maturidade dos serviços de saúde digital em todos os eixos de análise. Há barreiras regionais a serem superadas, com disparidades, mas a evolução da governança, legislação, testes e implantações aceleradas a partir de 2019 aumentaram a velocidade desta transformação, a ser consolidada no período 2020-20282.

Ainda que no Brasil sejam identificadas ações para implantação de saúde digital na situação “incipiente”, por exemplo no eixo estratégia e investimento, o eixo interoperabilidade e infraestrutura se apresenta cada vez mais maduro para atender às necessidades da área. Vale um destaque positivo no eixo recursos humanos, no qual a saúde digital brasileira obteve o nível “maduro”. Em comparação com vinte e cinco países que responderam ao GDHI, treze estão na fase 3, equivalente à situação “implantada”, assim como o Brasil, e cinco estão na fase 4 e apenas a Malásia está na fase 5, situação mais madura.

Destacamos a importância de se realizar essa avaliação periodicamente porque seus indicadores podem proporcionar aos governos (federal, estaduais ou municipais), financiadores, formuladores de políticas e agentes da indústria elementos comparativos que auxiliem nas tomadas de decisão estratégica à medida em que se constroem soluções de saúde digital sustentáveis em escala regional ou nacional. Sua formulação possibilita análises estaduais e regionais relevantes para se comparar uma situação particular com uma situação global, buscando-se pelas experiências implantadas e possibilitando facilitar uma aceleração da transformação.

Ajude a avaliar a maturidade da saúde digital em 2026

Queremos conhecer sua visão sobre aspectos da saúde digital tendo como base o modelo BDHI.
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Quem somos nós

O projeto de pesquisa BDHI é desenvolvido no grupo de pesquisa Saúde 3600, integrante no Departamento de Informática em Saúde, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), e coordenado pelo Prof. Dr. Ivan Torres Pisa.

Este projeto foi inicialmente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP #1463/2018 10/05/2019 e registrado na Plataforma Brasil CAAE 04365318.3.0000.5505. Foi iniciado em 2019 e atualmente não conta com fomento financeiro público ou privado. A coleta, armazenamento e divulgação de dados respeita as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Agradecimentos
Agradecemos ao apoio do Departamento de Informática em Saúde EPM UNIFESP, aos pesquisadores do grupo Saúde 3600, aos especialistas voluntários participantes do estudo e à coordenação do GDHI (na pessoa da Dra. Patricia Mechael). Este projeto não conta com apoio financeiro público ou privado.

Especialistas voluntários que participaram da edição 2022:

  1. Ana Estela Haddad - USP
  2. Angélica Baptista Silva - Fiocruz/RJ
  3. Artur Ziviani - LNCC/RJ
  4. Claudio Giulliano Alves da Costa - Folks Consultoria
  5. Eugênio Rodrigo Zimmer Neves - E.neves Consultoria
  6. Fabio Senne - NIC.br
  7. Luis Kiatake - SBIS
  8. Luiz Ary Messina - RNP
  9. Luiz Virginio - Folks Consultoria
  10. Márcia Elizabeth Marinho da Silva - Ministério da Saúde
  11. Nelson Akamine - Hospital São Paulo/SPDM
  12. Paulo Eduardo Ambrosio - Universidade Estadual de Santa Cruz
  13. Pedro Elias de Souza - UFAM
  14. Suzy Santa Cavalcante - UFBA
  15. (nome não autorizado) - MG/Brasil

Questionário

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Questionário edição 2022

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Publicações

Referências

1. World Health Organization. Digital health.[Internet]. Geneva, Switzerland: WHO; 2018 May. Report No.: A71/A/CONF./1. Available at bit.ly/3lbOLFr
2. Estratégia e-saúde para o Brasil. Portal do Ministério da Saúde. [Online]. Disponível em bit.ly/3BjSQgI .
3. Fraser P, Gregory M, Moultrie A. The use of maturity models/grids as a tool in assessing product development capability. In: IEEE International Engineering Management Conference; 2002. Available at bit.ly/3aeKpad .
4. Cruz TPF, Lopes PRL, Pisa IT. Modelos de maturidade para saúde digital: revisão integrativa. Rev. Saúde Digital Tec. Educ. Fortaleza , v. 6, n. 1 , p. 1-11, maio 2021. Disponível em bit.ly/3o5y40g
5. Piovesan A, Temporini ER. Pesquisa exploratória: procedimento metodológico para o estudo de fatores humanos no campo da saúde pública. Revista de Saúde Pública. Agosto 1995;29(4):318–25. Disponível em bit.ly/3Di5MEl
6. Global Digital Health Index (GDHI). HealthEnabled & Global Development Incubator (GDI) Initiative. 2016. Available at digitalhealthindex.org
7. World Health Organization & International Telecommunication Union. National eHealth strategy toolkit. International Telecommunication Union. 2012. Available at bit.ly/3BiaNMs
8. PA Harris, R Taylor, R Thielke, J Payne, N Gonzalez, JG. Conde, Research electronic data capture (REDCap) – A metadata-driven methodology and workflow process for providing translational research informatics support, J Biomed Inform. 2009 Apr;42(2):377-81. Available at bit.ly/3Ad3cxx